segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Fotos do Curso SHAKTI

                           



                                    


















































domingo, 24 de março de 2013

O Resgate da Mulher Moderna


A mulher moderna vem se perdendo em seus papeis femininos. Não estou falando do estereótipo, pois nesse quesito estamos muito bem colocadas, temos uma aparência feminina, nos vestimos bem, nos cuidamos e temos gestuais bem femininos e até charmosos, mas em essência nunca estivemos tão masculinizadas. Isso tudo porque queremos nos igualar ao homem no que diz respeito às emoções.

Queremos ser mais práticas, mais racionais, mais focadas e menos sensíveis, porém, isso não é ser mulher em essência. Quando as feministas jogaram a isca sobre direitos iguais, o mundo começou a nos cobrar emoções iguais e foi aí que nos perdemos.

Nós nos perdemos de nossa essência feminina e começamos a achar difícil ser mulher. Começamos a nos incomodar em aceitar nosso papel de cuidadora, de equilibradora, de geradora de vida e de sensibilidade. A sociedade e as revoluções sociais nos fizeram acreditar que as características femininas essenciais de delicadeza e emotividade são demonstrações de fraqueza e fragilidade. Nós passamos a acreditando nisso e por causa do mercado de trabalho e da competição no mundo capitalista fomos reprimindo essas características em nós.

Muitas de nós fazemos questão de competir de igual pra igual e nos sentimos vitoriosas em “ganhar”. Outras de nós não competimos, mas fazemos um esforço danado para reprimir as emoções e não demonstrar fraqueza.

Com esses comportamentos ganhamos respeito profissional e vidas vazias, relacionamentos amorosos competitivos, ciclos menstruais terríveis (já que temos dificuldades até em aceitar o ápice que caracteriza a mulher) e ganhamos confusões emocionais em relação ao nosso papel na vida.

Não estou dizendo que temos que abandonar tudo e voltarmos a ficar trancadas em casa como figuras passivas e sem direitos e desejos. Mas precisamos parar e prestar atenção ao caminho que estamos tomando em relação ao nosso papel feminino na vida.

Não é fácil fazer esse caminho de volta e redescobrirmos nosso mundo feminino. Eu decidi fazer essa caminhada quando tomei contato com esses conhecimentos e tenho acompanhado muitas mulheres nessa caminhada. Não é fácil por causa da cobrança social, por causa de nossa autocobrança e até mesmo porque não aceitamos muitas características da feminilidade. Mas é gratificante e você descobre que pode fazer tudo o que você já faz, porém, conectada com a sua porção mulher, com sua essência feminina e tudo flui e fica mais fácil e mais bonito.

Se continuarmos a negar isso em nós, se continuarmos a fugir de nossa essência, podemos adoecer no corpo e na mente. Algumas doenças femininas vêm aumentando cada vez mais como um alerta a sinalizar que algo não está indo bem.

Não consigo dizer a vocês nesse pequeno espaço e nessa pequena conversa sobre tudo o que podemos fazer para retomar isso, mas algumas dicas podem ajudar:

- Aceitar os ciclos da vida, aceitar aquilo que não está em nosso controle com tranquilidade. Isso significa, por exemplo, aceitar que nosso corpo muda, que as pessoas não estão no nosso controle e que muitas coisas acontecem a despeito da nossa vontade. Uma boa dica nesse caso é parar e se perguntar: Essa situação está no meu controle? Posso fazer algo a respeito? Se a resposta for não, procure ficar em paz e deixar os acontecimentos tomarem seu rumo até o momento que você possa entrar em cena novamente.

- Aceitar que não temos um sistema emocional linear e que assim como nossos hormônios temos variações emocionais durante o mês. O que fazemos tranquilamente numa semana pode ser muito difícil e pesado em outra semana. Isso significa que precisamos parar e prestarmos atenção em nosso corpo, em nossa disposição e em nossa energia. Pergunte-se: Como estou hoje? O que está me irritando? O que está me chateando? Estou cansada? As respostas a essas perguntas podem te levar a se conhecer melhor e pode te ajudar a se respeitar nas dificuldades que você perceber.

- Aceitar que temos um papel na vida e nas relações diferentes dos homens, facilita e nos ajuda a nos relacionarmos de forma mais saudável. Nosso papel nas relações é apaziguador, é ser cuidadora, é integrar pessoas e coisas. O mundo tem nos ensinado a sermos individualistas e isso tem nos afastado dessas importantes características femininas.

- Precisamos entender que nós brigamos por direitos iguais para gêneros diferentes e aí está um dos nossos grandes erros. Quando as feministas começaram a se movimentar em busca da libertação da mulher, elas foram extremamente guerreiras, foram corajosas e demonstraram força. Porém, elas ou o mundo (não sei dizer de quem foi exatamente a falha) esqueceram que temos direitos iguais sim, mas somos diferentes em gêneros. Horário de trabalho, licença maternidade e TPM são coisas que somente agora tem sido revistas e mesmo assim, com muitas reservas ainda. Somos diferentes sim e precisamos aceitar que temos necessidades diferentes.

Essas são algumas pequenas dicas e que vão despertar dúvidas e questionamentos com certeza, mas minha intenção é essa mesma, deixá-las incomodadas. Para escrever tudo a que se refere a isso teria que escrever um livro, pois, são muitos toques e dicas do dia-a-dia para experimentarmos.

O incomodo é o primeiro passo para ficarmos curiosas com alguma coisa, então busquem, fucem e troquem informações. A internet está cheia de sites, blogs e artigos falando sobre isso. Conheço muitas mulheres fazendo o trabalho do resgate do feminino, eu sou uma delas, mas existem muitas mulheres que já se despertaram e estão ajudando outras a fazerem o mesmo.

O Importante, mulher amiga, é você voltar pra sua casa, sua essência e descobrir a melhor forma de se expressar no mundo. Se sua expressão do feminino for a arte, então pinte, dance, cante. Se for brigar por uma sociedade melhor, então brigue com ternura e sensibilidade sem bater na mesa. Se for ser uma empresaria de sucesso, então seja uma empresaria que chore, ri e brinca no trabalho. Se for ser mãe e esposa, então seja cuidadora sem se sentir desvalorizada por isso.

Isso é um convite, só um convite, de alguém que constantemente exercita essa volta pra casa e que se sente muito feliz e realizada por isso.

Estou escrevendo esse artigo com meu filhote brincando nos meus pés e às vezes sentando no meu colo, me dando beijos e me chamando para me mostra alguma arte. Eu jamais seria capaz de fazer isso com paciência antes da minha volta pra casa.

Fico por aqui e desejo que cada mulher que ler esse pequeno artigo possa se sentir tocada, que no mínimo fique curiosa com o assunto, isso já me deixará satisfeita em meu papel feminino de ajudar no resgate de outras mulheres.

Abraço e beijos carregados de energia feminina

sexta-feira, 1 de junho de 2012

SER SHAKTI


O SER SHAKTI  é um Treinamento vivencial voltado totalmente para mulheres.
Nós passamos um final de semana de imersão na energia feminina. Um final de semana com muitas cores, muita música, muita união e muita dança para podermos entrar novamente em contato com nosso mundo feminino.
Nós vivenciamos momentos que remetem aos tempos antigos, onde as mulheres passavam mais tempo juntas para se ajudarem e para se motivarem em seus papeis femininos.
Entramos em contato com nossa essência feminina para possibilitarmos o equilíbrio em várias áreas de nossa vida e também para redescobrirmos nossa missão como mulher.
Você sabe qual é sua missão como mulher?
Você sabe como estão ou como se comportam os papeis primordialmente femininos dentro de você? (O Feminino SAGRADO, A MÂE, A GUERREIRA e A DEUSA).
Você sabe o que é polaridade feminina e masculina?
Você sabe o que são arquétipos Femininos e Masculinos?
Você já se sentiu inadequada sendo mulher?
Se você ficou curiosa com essas perguntas ou se não faz a menor idéia de como
respondê-las, esse curso é pra você. Estamos te esperando!

O Negativo

Não gosto de coisas negativas, não gosto de falar sobre doenças, sobre catástrofes, não gosto de me prender ao lado negativo das coisas e das pessoas, mas o negativo existe. Aliás, não sei se existe mesmo, o que sei e sinto é que existe um lado contrário ao bem estar, ao belo, ao bom e a tudo o que nos faz sentirmos alegres, felizes, leves, realizados e gratos.

Resolvi escrever sobre este tema pela freqüência com que ouço das pessoas frases como: Temos que enfrentar o negativo, não podemos chorar, não devemos ficar ansiosos, precisamos lutar contra a depressão, não podemos isso, não podemos aquilo e várias outras frases da mesma natureza. Isso me soa muito estranho, me passa uma idéia de que não podemos sentir. Como assim não podemos ou não devemos sentir algo que está dentro de nós?

Observo que a sociedade moderna não dá espaço para o luto. E por luto entenda não somente a perda de um ente querido, mas também o tempo que necessitamos para digerir uma situação. O tempo que precisamos para que nosso sistema interno volte ao normal depois de alguma perda, decepção, mudanças e várias outras coisas que abalam nosso emocional.

Você se lembra que em alguma geração passada, não sei precisar em que época exatamente, quando uma mulher ficava viúva usava roupas escuras por um longo tempo? Ela ficava afastada da sociedade, era respeitada na sua dor e fazia tudo o que uma pessoa que está sofrendo tem direito a fazer. Não saía muito, não falava muito e chorava muito. Hoje, quando perdemos alguém, quando sofremos uma decepção, quando estamos sofrendo por alguma coisa, temos que respirar fundo (se conseguirmos), deixar a dor de lado e trabalhar ou continuar normalmente com nossas atividades rotineiras.

Não defendo o dramalhão, não acho assertivo alguém que fale anos sobre o mesmo acontecimento traumático ou pessoas que ficam na dor indeterminadamente. Mas também não acho assertivo não sentir, não olhar para a dor e desprezar um aprendizado oculto por trás da situação.

Costumo dizer para meus clientes para não fugirem da dor ou do que está incomodando. Faça o contrário, fique de bem com o que o está atormentando. Por exemplo: Se você está ansioso, não fuja da ansiedade. Ela vai aumentar se você fizer isso. Então, fique de bem com ela. Diga para essa sensação em você: Ok ansiedade, o que você está querendo? Ou pergunte-se: O que posso aprender com essa sensação ou situação? Não se preocupe com as respostas, mas sim em mudar seu foco sem desconsiderar sua queixa interior. Quando você olha para o tormento e faz perguntas positivas, está dando ao tormento atenção, mas não está se entregando a ele, está mudando de foco e direção. Você está considerando o aprendizado.

Eu sou sempre a favor do bem estar, do positivo, do bem, do bom, da felicidade e alegria, no entanto, acredito que a dor não pode ser desprezada, ela faz parte de nós. Nós não devemos tornar uma situação pior do que ela realmente é, ficar amargurando, matutando, repassando o mesmo filme (negativo) na cabeça mil vezes, isso não ajudará em nada. Isso faz com que deixemos de viver a vida no presente e fiquemos presos a um passado que não nos dá nenhum recurso para agir adequadamente. Por outro lado, se dê o direito de sentir, olhe para o que o está incomodando, faça algo a respeito, use a seu favor, e depois caminhe, caminhe mais leve e recomece.

Tenha em mente que deixar de sentir é talvez não resolver, e não resolver é caminhar com um peso nas costas, na cabeça, no estômago ou em qualquer outro lugar que você esteja acostumado a guardar o que não consegue digerir.

De agora em diante, da próxima vez que algo o incomodar, não fuja, não trave guerra, não lute contra, olhe para a coisa, respire e fique de bem com este algo (no geral é de bem com você mesmo). Lembre-se de sofrer na medida, dando a importância necessária para uma situação, não faça dramas demais e nem pule de alegria falsa. Se dê o direito de sentir, olhar e decidir o que fazer e depois pule de alegria sim, porém, uma alegria genuína.

É preciso muita coragem para olhar para o negativo! Coragem para ser verdadeiro com você mesmo, coragem para assumir suas limitações, entender as limitações dos outros, compreender as limitações da sua vida e coragem maior ainda para, apesar de tudo isso, decidir que essas limitações não são o seu limite e coragem para fazer algo a respeito e ter uma vida que lhe traga crescimento e evolução.

Boa sorte em sua caminhada, estou sempre torcendo pelas pessoas, pois, sou uma apaixonada por gente! E pessoas felizes fazem um mundo melhor e eu sou a favor de um mundo melhor também.

Fico por aqui pessoal e só para lembrar, não estou aqui para dar uma receita, ok? O máximo que posso fazer por você é apontar um possível caminho, mas a medida exata, somente sua experiência lhe trará.


Abraço para quem é de abraço e beijo para quem é de beijo...

terça-feira, 29 de maio de 2012

SER SHAKTI – Redescobrindo SEU mundo FEMININO



Proposta: Curso vivencial com a finalidade de resgatar, equilibrar e direcionar a energia feminina em nós. Saber reconhecer suas variações e a partir desse conhecimento fazer os ajustes necessários para SER MULHER em toda sua plenitude no mundo atual.

A mulher moderna vem se perdendo em seus papeis femininos. Houve um tempo onde a sua atuação, nos diversos ambientes, era mais definida. A Partir das muitas mudanças na organização social, esses papeis foram se misturando aos papeis masculinos. Essas mudanças trouxeram ganhos para a construção da personalidade da mulher, porém, muitas de nós nos desconectamos da nossa parte mais essencial, que é nossa energia feminina e de todos os benefícios que ela nos trás.  

Essa desconexão vem trazendo disfunções hormonais, problemas emocionais, doenças psicossomáticas, problemas nos relacionamentos e uma grande insatisfação, apesar de todas as conquistas que a mulher moderna vem obtendo.

Podemos integrar os comportamentos masculinos e femininos em nós com equilíbrio e fluidez, sem perdermos o contato com nossa essência feminina e o que ela nós traz como missão, ou seja, nossa missão como mulher.

Os resultados dessa integração são relacionamentos amorosos mais saudáveis, relacionamentos de trabalho mais leves, conexão consigo mesma e com o corpo, diminuição do estresse, equilíbrio da energia sexual, autoestima, mais alegria de viver e satisfação em ser mulher.

Nós estamos propondo um final de semana de imersão na energia feminina e para isso usamos o princípio de arquétipo da Psicologia Junguiana, a dinâmica energética de anima e animus, ou seja, a dinâmica energética feminina e masculina, Programação Neurolinguística, Dança do Ventre e muito mais

Venha para um final de semana com cores, movimento, alegria, sensibilidade, amor, companheirismo, sensualidade, acolhimento, vitalidade e beleza!

Facilitadora
Luanda Teixeira Padilha
- Psicóloga Humanista
- Master Practitioner em Programação Neurolinguística pelo INEXH
- Life Coach pela Matrix University Brasil 
- Estudante em formação de Yoga Integral pela SBY. 
- Facilitadora de Palestras, Treinamentos e Cursos de PNL 
- Terapeuta Floral 





CONTATO:
Email: luanda.padilha@gmail.com 

Distrações

A vida moderna está repleta de distrações... Já repararam? Mil livros lançados a cada dia, drogas novas, filmes novos, videogames, canais de TV, internet, aparelhos eletrônicos, comidas variadas e muitas outras coisas que me passam pela cabeça neste momento, mas ficaria enorme escrever tudo.

Quase sempre me pergunto como as pessoas viviam sem celular, sem internet, computador, informações? E a resposta que obtenho quase sempre é do tipo: melhor que agora, menos estressadas, mais calmas e etc.

Sabe qual a maior armadilha das distrações? O distanciamento de nós mesmos, ficamos afastados de nós... É muita coisa para olhar para fora e vamos nos distanciando da nossa essência.

Somos uma geração viciada em distrações, quer ver só? Quanto tempo você consegue ficar sem celular? Sem computador? Sem TV e outras coisinhas mais?

Calma, calma! Não estou falando que tudo isso é ruim. O excesso é ruim sempre, e o que acontece hoje é excesso.

Então repare em como essas coisas servem como distração ou fuga de si mesmo. Quantas vezes você se sentiu triste ou decepcionado e foi beber em algum boteco com os amigos? Ou ficou na internet até amanhecer? Ou ligou para todo mundo até cansar ou leu todos os livros de auto-ajuda que tinha na biblioteca?

Isso é distanciar-se de si mesmo. Muitas vezes temos que ser corajosos, olhar para nós mesmos e encarar nossa dor, nossas decepções, nossas verdades. Eu sei... Isso é muito dolorido, porém, faz parte do crescimento e, o mais importante, da nossa saúde mental, emocional e física.

Tudo bem... Nada de exageros, muitas vezes vamos nos entupir de comida (distração) para não olhar para nossa estima que está baixa ou vamos beber no boteco para aliviar nosso estresse. Ok!

Não somos perfeitos e isso faz parte da vida. Está tudo certo, desde que isso não vire uma fuga constante, que você consiga ficar sem celular por dias sem surtar por isso, que beber não vire desculpa sempre, que você saia da frente do computador e consiga conversar com os outros pessoalmente, que você se olhe mais vezes, que você acolha suas decepções e dê atenção aos seus sonhos, seus desejos, seus objetivos.

Aproveite tudo o que a modernidade tem para oferecer, porém, não vire escravo disso tudo. Faça as coisas por prazer e não somente por fuga.

Escolha suas distrações com qualidade, curta mais a natureza, desacelere seu ritmo, arrume alguma atividade como música, dança, pintura, esportes e esteja mais com você. Só assim conseguirá se conhecer melhor e realizar as mudanças necessárias para ser mais feliz.

Por mais desconfortável que possa parecer, conectar-se consigo mesmo é umas das grandes soluções para nossos problemas.


Abraço para quem é de abraço e beijo para quem é de beijo...

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Conexão

Eu adoro a palavra CONEXÃO!  Acho que porque quando estou conectada comigo mesma tudo flui e caminha bem, conexão é sinônimo de equilíbrio pra mim. Estar conectada significa, no meu modelo de mundo, estar sintonizada com minha esssência e com a essência do meu criador. Bom, por isso tudo resolvi escrever sobre isso...vamos lá?

Nós estamos conectados com tudo a nossa volta, com as pessoas que nos cercam, com nosso trabalho, com as coisas boas e as coisas negativas do mundo, com a riqueza e a pobreza, com as alegrias e tristezas que nos rodeiam. Não somos seres separados, isolados, desvinculados do que está a nossa volta, apesar de sermos indivíduos, somos também parte do todo.

Por isso, estamos sempre ou quase sempre envolvidos com esse todo. Envolvemo-nos com os problemas das pessoas, sentimo-nos mal quando assistimos uma notícia ruim ou bem com uma notícia boa. Ficamos estressados por causa de trabalho e sobrecarregados com os problemas vindos dele. Enfim, temos uma vulnerabilidade que nos acompanha, uns sentem mais que outros, mas no geral todos sentem um pouco disso.

Essa vulnerabilidade às coisas que nos cercam nos distancia de nós mesmos. Como? Responda uma pergunta: quem ou o que é você no meio disso tudo? Quais são suas qualidades, quais são seus defeitos? Por que você está mais vulnerável para um assunto do que para outro? Quais são seus desejos e suas necessidades?

Sei por experiência própria que esse contato com nosso eu é meio dolorido no começo. Porém, ele pode ser extremamente fortalecedor e prazeroso. Aprender a ficar em nossa própria companhia, respirar alguns minutos em silêncio, escutar as batidas do coração, sentir nosso corpo, nossas emoções e ouvir nossos pensamentos são exercícios de autoconhecimento e como gosto de chamar, são exercícios de conexão consigo mesmo. Perceber para onde estamos dirigindo nossas intenções e perceber se isso nos dará a vida que queremos e merecemos pode delinear toda nossa história de vida e mudar as atitudes nocivas para nossa felicidade.
.
No geral, estamos quase sempre buscando a companhia do outro ou de alguma coisa... E a sua companhia? Seja legal com você, faça esse contato aos pouquinhos. Talvez não exista uma receita pronta, mas descubra a sua forma de fazer isso.

Você pode escolher fazer uma caminhada solo uma vez por semana ou sempre que se sentir estressado, confuso, chateado. Ouça sua música preferida e cante bem alto sem alguém por perto para aprovar ou desaprovar, dance despreocupadamente, cozinhe algo para você com calma e com prazer, relaxe e preste atenção em você, nas suas emoções, respire corretamente...

Assim que começar a fazer isso você irá se surpreender com o tanto de coisas que você possui no seu interior. Você vai se deparar com raiva, com tristeza, inveja, ciúmes, orgulho, medos e também com alegrias, sonhos deixados para trás, desejos, bondade, verdade, compaixão, amor... Não temos somente coisas boas ou só coisas ruins, temos tudo isso e muito mais. Porém, conectando-nos com nosso eu profundo, podemos abrir o caminho para aceitar essa multiplicidade, olhar nossos defeitos sem julgar e com vontade de mudar. Isso nos faz imenso bem e cessa a guerra emocional dentro de nós.

Tenha paciência com seu processo, com suas mudanças e escolha conscientemente o que você quer alimentar. Quais emoções em você devem ser alimentadas, estimuladas, melhoradas para que você seja a pessoa que almeja ser?

Lembre-se sempre de fazer as pazes com o lado negativo que você encontrar. Suas cacas, suas dores e suas decepções pedirão sua atenção. Então, acolha tudo isso, fique de bem, não trave guerra, só não alimente o negativo, pois, é no positivo que está a pessoa que você quer ser.

Ah, um último lembrete, cuidado com as distrações! Temos um impulso imediato de fugir desse encontro nós mesmos, pois julgamos ser dolorido e por isso temos um movimento de buscar distrações. Não há nada de errado em distrair-se, ok? Isso dá o maior prazer quando não é usado como desculpa para fugir de nós mesmos.

É isso! Espero ter conseguido passar um pouquinho desse tema tão vasto. Bons encontros com você mesmo!

Abraço para quem é de abraço e beijo para quem é de beijo...